Archive for the 'Things I Like' Category

‘No Promises’: Começar 2007 em Beleza

Janeiro 10, 2007

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play_3475.gif Carla Bruni – “If You’re Coming In The Fall” videoclip1.gif

Se o link não funcionar podem ver AQUI

(…)

Para começar em beleza, o novo ano traz de volta Carla Bruni, a cantautora que há 4 anos surpreendeu tudo e todos com Quelqu´un m´a Dit. Tenho andado a escutar No Promises com atenção e em crescente devoção, confesso. A somar à música, a delicadeza estética do projecto gráfico do álbum: muito, muito bonito.

Sob o efeito do entusiasmo que me invade ainda, recomendo vivamente o trabalho de composição de Carla Bruni sobre poemas de autores como o poeta irlandês William Butler Yeats, o inglês Wystan Hugh Auden, Christina Rossetti (grande senhora da poesia britânica do séc. XIX), Walter de la Mare, Emily Dickinson e Dorothy Parker, referências de eleição da literatura norte americana.

Há um player online, no MySpace da cantora, onde se podem ouvir todas as faixas de No Promises  AQUI.

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Sketching Lisbon

Dezembro 5, 2006

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Duas horas da tarde e ninguém pelas ruas. Diverte-me conduzir assim, atravessar a cidade deserta que é só água e ventania. Pensar as pessoas abrigadas do temporal. Longe da vista e do olfacto. Recolhidas algures. Só eu à mercê. Eu que não me importo. Eu que até gosto e acho belo: o temporal, a água, a ventania, e todas as coisas que não pedem a presença de mais ninguém.

Coisas doces, sem açúcar

Novembro 18, 2006

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Foto: João Tito via Projecto C

Levam-me à rua, compram-me castanhas. Que bom! Simples e tão, tão bom.

‘Love me tender, love me do’

Novembro 18, 2006

sabadomanha18nov2006.jpgSábado de manhã. Abro os olhos pouco convencida. Sábado de manhã. Amanhã é outra vez Domingo. Tento não pensar no desperdício do último fim-de-semana, quando me ocorre que amanhã é dia de plantão. Que é para não me irritar, que é para não me arrepender, que é para não me culpar, nem castigar, agora que já não vale a pena. Sábado de manhã. A campaínha da porta a tocar logo cedo. Sábado de manhã. Eu ainda a pairar na asa dos fados da noite passada, o xaile ainda traçado aos pés da cama. Sábado de manhã. Sol com chuva, lá fora. A campaínha da porta, uma outra vez. Uma segunda voz dentro da casa. Sábado de manhã e ainda bem. Sábado de manhã e já nada é grave. Sábado de manhã e tudo volta a parecer-me ter concerto. Sábado de manhã e eu achar que talvez não mereça que a vida me recomece tantas vezes.

aspas_azuis22.jpg  … Amando noites afora
Fazendo a cama sobre os jornais
Um pouco jogados fora
Um pouco sábios demais
Esparramados no mundo
Molhamos o mundo com delícias
As nossas peles retintas
De notícias…

Chico Buarque

A Hora e a Vez

Novembro 12, 2006

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Foto: Ferr@Fog@Faísc@

É Domingo. Deixo todas as janelas da casa abertas de par em par, mando-te uma mensagem com um beijo para que tenhas um acordar tão feliz quanto o meu e saio para a rua.  Apesar do céu limpo e azul e do sol vibrante, noto que pela primeira vez o ar da manhã está mais fresco. Caminho só pelo lado do passeio onde o sol bate. Oiço o chilrear ensurdecedor dos pássaros, aproveitando enquanto ainda há folhas nas copas, como se fosse a Primavera e não o Inverno a chegar. Acordei cedo. Tão cedo que ainda não há velhos nos bancos do meu jardim, nem latidos de cachorro, nem gritos de criança a perturbar o borbulhar da água no lago de pedra. Tenho pena que não estejas aqui agora, comigo. Pena que mais uma vez se desperdicem os raros fins-de-semana sem que possamos voltar a ter uma manhã de Domingo, mas enfim. Começo por pagar facturas, na caixa automática. Escolho sempre estas ocasiões para colocar a vida em dia, sem ter ninguém impaciente na fila, a apressar-me por trás do ombro. Ainda é cedo, é muito cedo. Espero na banca que cheguem os jornais do dia. é preciso comprar lâmpadas cá para casa, mas as lojas ainda não abriram. Esta é outra das coisas de que mais me orgulho, no meu bairro: as lojas funcionam todos os dias, como mães zelosas, para que nunca nos falte nada. Entro na pastelaria, tomo café e fico muito tempo a passear pelos jornais, o sol quente a embrulhar-me o corpo todo, a entrar assim, em lençóis de claridade pelas vidraças amplas da montra. Primeiro sou só eu e as beatas que se afobam entre a mercearia e o pequeno-almoço de comadres, a caminho da missa de Domingo. Depois, com todo o vagar, o movimento vai acordando lá fora. Gosto deste encontro casual de gente amigo, com olhos inchados de sono e preguiça de lazer a pingas do cabelo aos gestos, que se vai juntando na mesa, sem combinação prévia, só por que é costume ser assim e se gosta que assim seja. São as primeiras conversas do dia, as primeiras risadas do dia, os primeiros disparates também. Gosto da promiscuidade de copos e chávenas, dos cinzeiros atulhados, da confusão de isqueiros, telemóveis e óculos de sol que se misturam com torradas e papo-secos. Gosto da dança de jornais, revistas, encartes e suplementos de mão em mão. Gosto deste vai e vem para tirar os carros parados em segunda fila, para dar um salto ao talho e resgatar o que ficou encomendado ou por uma das crias a andar na baleia que canta que fica na rua, do lado de fora do café. Entro na farmácia porque perdi a minha escova de dentes de viagem, compro alfazema ao quilo na drogaria, meio metro de elástico e doze botões no retroseiro para a empregada arranjar a minha camisa preferida, dois quilos de limões do Algarve e nem sequuer me esqueço das lâmpadas que se fundiram cá em casa. Faço o caminho de volta dentro da mesma lógica: só caminho pelo passeio onde o sol bate, mais forte agora, mais quente agora, apesar de continuar fresco o ar da manhã. No jardim já há crianças a correr, cães a passear entre os canteiros e velhos a tagarelar nos bancos pintados de verde. Há um carro funerário parado frente à sacristia, mulheres de terço na mão, homens de gravata preta, dois amigos de longa data a fumar um cigarro à porta da capela mortuária, a rir, não sei se da última anedota, se da fragilidade da vida.  Para lá dos degraus há um morto preste a sair do breu para a eternidade do cemitério, no seu corsel humilde de palmas e grinaldas. Reparo no debicar dos pombos, à cata dos restos de bago de arroz que ficaram presos entre as pedras do chão, depois do casamento de ontem. Porque é assim, aqui no bairro, casa-se ao Sábado, morre-se ao Domingo. Tudo tem sempre uma lógica que só quem cá mora reconhece. E é depois (só depois) que reparo também numa certa tonalidade de luz que dá entre a folhagem. Sigo andando e a reparar pelo caminho. Sigo atrás do passo lento dos mais velhos que os filhos vão buscar religiosamente ao Domingo para a missa. Gosto do toc-toc das bengalas de madeira contra o basalto da calçada gasta, tão gasta como os ossos, tão gasta como a pressa. O sino volta a tocar: mais uma missa, mais um chamado, assim é ao fim-de-semana, quando o frenesim do altar se anima mais do que o costume no adro da Igreja. Gosto de não ter nenhuma razão esquálida a exigir-me que ultrapasse o passo lento da romaria. Sigo atrás dela entretida comigo mesmo e com os meus próprios pensamentos. Olho, ora a cidade que se estende adiante do miradouro, ora o reboliço dos pássaros, das crianças e dos cachorros, ora esta certa luz que vem dano entre a folhagem. E então toca-me a nostalgia do calendário, a certeza de que em breve hei-de fazer este percurso entre os galhos nus, quando for Dezembro. Dezembro!… Pois é, outra vez Dezembro a aproximar-se! Agora me lembro, há pouco, enquanto comprava cigarros, a senhora da papelaria estava pendurada no escadote a debruar prateleiras com guizos e anjos de papel maché. Não tarda a ser Natal, não tarda e é outro ano a chegar ao fim, e champanhe e passas e serpentinas. Estremeço. Estremeço outra vez. A lembrança faz descer um denso eclipse sobre a manhã ensolarada de Domingo, que come os cachorros e as crianças, devora o chilrear dos pássaros, engole o sino, a calmaria, o brobotar da fonte e até os velhinhos (os que estão sentados nos bancos pintados de verde do jardim e os outros, os que arrastam os pés a caminho da missa, uma mão na bengala, outra no ombro dos genros, dos filhos e das noras). Fica tudo negro, tudo a arder, tudo em cinzas, tudo a padecer de um vírus sazonal, uma espécie de doença antiga prestes a chegar ao seu tempo de desincubar. Uma bicicleta de turista buzina para me desviar, não sei se da sua frente, se da minha própria memória. Vale-me, ainda assim: obriga-me a mover para fora do torpor. Estou a passar agora frente à porta da Igreja. Sinto um ímpeto para entrar que me é pouco habitual. Desacelero o passo ainda mais. Faço um breve compasso para ver se o impulso persiste. Imagino-me dentro da nave de talha dourada a crescer até à cúpula. Lembro-me dos pingos de sangue coalhados entre o Cristo, os cravos e a superfície rugosa da Cruz. Lembro-me que cá fora há sol e que lá dentro deve estar escuro, porque é sempre escuro dentro do ventre das Igrejas. O vírus letal e corrosivo que se ameaça ante a lembrança do calendário e a ideia de que está quase a ser Dezembro outra vez, provoca-me a ânsia de um colo madre, de um ventre madre, mesmo que mais escuro e mais sombrio. Continuo parada, à espera de resolver o passo. Ocorre-me também que o ar da manhã está pela primeira vez mais fresco. Se entrar vai parecer-me mais fresco ainda. A ideia dos pés dormentes dentro dos sapatos e a doer ao pisar o chão desanima-me o ímpeto de entrar. Dobro à esquerda e começo a descer o pedacinho de calçada que vai do adro à minha porta. Aos poucos o eclipse negro, que engoliu de uma assentada a manhã e tudo o que lhe respirava dentro, vai-se dissolvendo. Volta a luz, a claridade, o sol bom que faz este Domingo. Procuro a chave de casa. Encontro-a sem dificuldade. Os olhos recuperaram o foco e a nitidez. Reparo, portanto, que há um ramo de margaridas brancas preso na grade pequenina da porta da rua.  Penso em ti e não penso. Sei que é demasiado cedo para ser de crer que entretanto tenhas acordado. Desato com cuidado o arame acobreado que as prende. Reorganizo os jornais e os sacos das compras nos dedos da mãos. Acabo por traçar o ramo das margaridas brancas no braço esquerdo. Abro a porta, subo as escadas, rodo a fechadura, volto a casa. Ponho as flores na água, enxoto as moscas que rodam em festim por todas as divisões, mantenho as janelas abertas, escolho um disco e ponho-o a tocar.  O telefone toca logo depois, mas não és tu. É Domingo, já se sabe: quando não trabalhas, demoras a acordar.  Tenho pena (volta assaltar-me esta leve pena) que o fim-de-semana avance assim, sem que eu e tu tenhamos oportunidade de o esbanjar ao mesmo tempo, pelos mesmos lugares. Almoço ao pé do mar. Sim, depois de matar a fome do meu bairro, costuma ser hora de me mover para ao pé do mar. Hoje não há porquê ser excepção. Não, não demoro, vou já! Achas que faz mal deixar as janelas todas abertas? É que acordei outra vez com este prazer simplório de puxar os lençóis atrás e arejar a casa… outra vez com esta impressão que o cheiro dos plátanos consegue atravessar os armários e perfumar tudo o que lá está guardado dentro!

Falando em impressão, uma outra me assalta: a de que ultimamente, a somar à fase de vergonhoso “umbiguismo”, tenho descurado um pouco este blog. No telefonema, peço, pois, meia hora. Meia-hora para me dedicar a si, Querido Leitor, que nem sei como continua a passar por aqui, a visitar-me, a ler-me e ainda se dá à delicadeza de não se esquecer de continuar a escrever-me!… Acontece que a resposta é «sinto muito, não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar meia hora, num dia de Domingo. Não tarda a semana vem aí outra vez e ninguém sabe quando será a próxima folga». Sim, é verdade, nem eu própria!… Além do mais, não posso estar mais de acordo: não podemos dar-nos ao luxo de abrir mão dos hábitos bons e felizes.  Seja, então! Prioridade ao prazer do costume: almoçar com luz, horizonte e mar.

Como muito bem diz, esta semana, Aldina Duarte no jornal Sol, “e passando ao resumo”: «são as minhas pequenas rotinas que me salvam do risco de me perder».

P.S – Tentarei usar as novas tecnologias e ver como me saio se me der para colocar um post  de lá, de perto do mar, ok?!
Até lá, um óptimo Domingo, Gente Minha!

Canja com gosto de hortelã

Novembro 7, 2006

625-00898756b.jpgPeço uma canja e que lhe ponham dentro um pouco de hortelã (por favor!), porque me ensinaram um dia a levar à boca qualquer coisa que tenha o sabor da saudade, que se não passar, pelo menos amansa: a falta de alguma coisa, ou alguém, quando a saudade aperta e a falta vem, galopante e desenfreada, ameaçando esmagar-nos de tão pesada. Ouvi com atenção e descobri depois, sozinha, que é verdade, sim, tinham razão: a hortelã, o leite e o mel, têm sobre mim esse efeito. E é por isso que, apesar da hora, uma canja de galinha a fumegar na noite húmida me parece uma excelente ideia. Não sei se é consensual, mas eu tenho por princípio absoluto que existem horas em que só uma sopa nos reconforta. Nada se compara, na verdade, ao poderoso efeito de uma canja de galinha: perfeito a acalmar a fome, extraordinário a suavizar súbitas saudades, único a reparar nostalgias repentinas, carências súbitas, abandonos momentâneos – exímia a restaurar o calor que fugiu nos corações. Tenho, aliás, para mim que ao seu ralo valor calórico deveria ser acrescentado em rodapé o valor nutricional que soma à alma!  Resultado garantido: em mim, esta noite, voltou a funcionar a 100%. Depois da última concha é como se não precisasse de mais nada, nada que me fizesse demasiada falta: e o reconforto é tão grande que já só quero dormir. Obrigado pelo convite. Foi realmente uma boa ideia, a tua sugestão.  A canja e o gosto da hortelã juntaram cada pedacinho que se tinha desintegrado, sem eu dar por isso, e agora a melhor coisa do mundo parece-me sem dúvida a protecção e o aconchego da minha cama, rápido, depressa e urgente: aqui.
Um beijo, até amanhã!

Shopping | «Be confortable in your own skin, not mine»

Novembro 3, 2006

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Há muito que o  artista Frohawk Two-Feathers coloca o seu trabalho ao serviço da defesa da conservação dos círculos polares. Agora, decidiu criar uma linha de T-shirts para divulgar a ideia e tornar possível a criação de um programa de auxílio a estes locais tão distantes. 

O site acaba de entrar no ar; e as criações estarão à venda em breve. Até lá, pode divertir-se com os desenhos e as personagens. 

TV | Just can’t get enough?

Outubro 24, 2006

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O canal de televisão Showtime e a Amazon.com formaram uma parceria para disponibilizar o download de episódios da série The L Word.
Para já o acordo diz respeito à season 2 e custa $1.99 por episódio.

Leio | A Rizzoli faz-me sorrir

Outubro 23, 2006

voguenot.jpgAntes de passar à organização mental da agenda do dia, sento-me um pouco com uma caneca de café novo entre mãos, faço um esforço por ir acordando devagarinho e vou procurando aliciantes para que o começo o dia se torne um facto menos penoso e desinteressante. 
O site da editora Rizzoli entra em cena exactamente neste ponto.

Se for até lá vai ver que é excelente, com livros incríveis de arte, design, arquitectura, moda, fotografia, viagens… Tal e qual Amazon.com: para enlouquecer e querer comprar tudo!… 

Originalmente fundada na Itália, em 1929, pelo mesmo grupo que detém o jornal Corriere della Sera, a editora foi ganhando fama nos EUA e, em 1974, nasceu a Rizolli New York, que actualmente é o hype das editoras-livrarias nova-iorquinas. 
Se a Segunda-feira também lhe está a custar, acesse o site assim que puder. Comigo resultou!… Para já só vejo um efeito secundário de que convém adverti-lo: se for apaixonado por livros (e por moda) talvez não resista aos últimos lançamentos, como Dolce & Gabbana: Fashion Álbum ou In Vogue – The Illustrated History of the World’s Most Famous Fashion Magazine, que conta a história da revista, com recurso às capas e fotos mais sensacionais em arquivos.

Shopping | Eu quero esse verdinho!

Outubro 15, 2006

Acabo de perder um dos celulares! Primeiro sinto alguma pena (ainda que super-batido e com a bateria ultra-viciada, este tinha valor afectivo), depois sinto um alívio enorme (menos um a tocar!), mas logo a seguir resigno-me à evidência: tenho mesmo que lhe arranjar um substituto.

Escolho este: o Motorola PEBL Green Phone (T-Mobile).

… E também tem que ser nesta cor, sim! Porque quando é para ser, então que seja, e que seja “em grande” e com todos os caprichos, pois então! Além do mais, este Motorola U6 Green fica lindinho ao lado do meu Pink Ratz V3… uma dupla perfeita, muito “verde & rosa”, para combinar com a minha Mangueira. Vende-se AQUI

P.S. – E já agora… ‘unlocked’, please!, que eu não suporto restrições.

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TV | Battlestar Galactica

Outubro 14, 2006

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Foto: Katee Sackhoff e Luciana Carro – Battlestar Galactica

Adorava esta série! Simplesmente, adorava.
Agora o canal americano Sci Fi “re-imaginou” esse imaginário – que já vai na season 3 – e, o que é melhor que tudo, não se esqueceu do papel poderoso que as raparigas tinham na versão original.

Para acompanhar AQUI

P.S. – Já agora, e ainda que a outro propósito, vale a pena ler o artigo de Spencer Ackerman, «Battlestar: Iraqtica – Does the hit television show support the Iraqi insurgence?», publicado esta 6ª Feira, na Slate Magazine.

Shopping | Uma nova casa para ‘A Outra Face da Lua’

Outubro 11, 2006

outrafacedalua061.jpgA Outra Face da Lua é uma loja de roupa vintage e salão de chá que nasceu há oito anos no Bairro Alto, em Lisboa. Primeiro era uma lojinha apertada, na Rua da Barroca, mas depressa precisou de espaço e se mudou para uma ruas mais adiante e se instalou na Rua do Norte. Há um ano, A Outra Face da Lua mudou-se para o n.º 22 da Rua da Assunção, na Baixa lisboeta.

A loja parte de uma cultura vintage, presente nas principais capitais do mundo, que acredita que vale a pena preservar a história e, ao mesmo tempo, reciclar os bens existentes e promover a originalidade.

Neste momento, está na iminência de fechar porque tem de adquirir o imóvel e até agora não houve nenhum tipo de apoio estatal, assim como também nenhum banco se mostrou disponível para avançar com o financiamento ao projecto.

A campanha S.O.S. vintage tem como objectivo angariar fundos para comprar uma casa para A Outra Face da Lua. O primeiro passo será a venda de t-shirts a 15€, em Portugal e no estrangeiro, que, se atingir os 50.000 peças vendidas, consegue assegurar a continuidade d’A Outra Face da Lua e, por conseguinte, do mercado de roupa vintage em Portugal.

Se puder apoie: adquira um dos dois modelos concebidos para esta t-shirt. É tão difícil ter um projecto e fazê-lo vingar, neste País de sucessivos bloqueios, indiferenças e inércias! Porque o projecto da Carla Belchior e do João Galiza representa um pólo de criatividade na cultura urbana da cidade que é importante não deixar estrangular. Percebo o desalento e o desespero. Aplaudo a vontade de não baixar os braços e lutar até ao fim, quando tudo em redor é um convite a desistir.

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Ajude!

Viagens | As melhores ‘camas’ portuguesas

Outubro 9, 2006

Três hotéis de Portugal, dois dos quais da Madeira, foram incluídos no”TOP 10 Tui Holly 2006“, o “Óscar” da hotelaria atribuíd o pelos clientes da TUI: o Hotel Vila Vita Parc, do Algarve (em 3º lugar) e o Hotel Porto Santa Maria (7º lugar) e Albergaria Dias (8º lugar), ambos da Região Autónoma da Madeira.

Os dez melhores hotéis TUI Holly são extraídos da lista dos 100 TUI Holly do mundo, seleccionados por cerca de 500 mil clientes do operador alemão através de um questionário sobre os graus de satisfação que os mesmos oferecem aos turistas.

Na lista dos 100 TUI Holly (hotéis da Alemanha, Suíça, Áustria, Portuga l, Espanha, Turquia, Egipto, Marrocos, Tunísia, Grécia, Chipre, Itália, Bulgária , México, Maldivas, Maurícias, Sri Lanka e Tailândia) figuravam dois hotéis do Algarve (Hotel Vila Vita Parc e Isla Cristina Palace Hotel e SPA) e nove unidades da Madeira (Éden Mar; Porto Santa Maria; Pestana Palms; Albergaria Dias; Pestana Village; Pestana Miramar; Quinta do Estreito; Quinta Esplêndida e Riu Palace Madeira).

É a seguinte a lista do Top Ten Tui Holly 2006:

1 – Travel Charme Strandhotel Bansin, Alemanha
2- Hotel Mina A Salam, Dubai
3- Hotel Vila Vita Parc, Portugal
4 – Parkhotel Beau Site e Villa Parkhotel, Suíça
5- Travel Charme Ostseehotel kuhlungsborn, Alemanha
6 – Kurumba Maldivas, nas Maldivas
7 – Hotel Porto Santa Maria, Madeira
8 – Hotel Albergaria Dias, Madeira
9 – Hotel Riu Palace Maspalomas, Canárias
10 – Aparthotel Atlantis Park, Canárias EC.

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Script #20 | ‘E o dia foi amanhecendo em paz’

Outubro 7, 2006

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O que tu não sabes, Querida, é que o amargo da tua alma bate na trave e  cai do lado de fora da cerca. Não sabes nem desconfias, mas o fel que emites em ondas curtas é fluído invisível que se esbarra no muro da nossa morada. Ás vezes, quando o vento sopra de norte, ainda o pressinto a rondar a soleira, mas ouço-o esboroar-se com a cal, incapaz de atravessar a espessura da tinta lisa e clara. Porque se soubesses, Querida, perceberias como eu que são penas vãs, todas aquelas que ainda por ti roçam, de quando em vez (para não dizer sempre!). Se soubesses, Querida, apanharias os cacos dos teus próprios arremessos e tentarias, como eu, ser obreira de outro albergue que te pudesse acolher. Porque é triste, Querida, é muito triste, vestir essa bata assombrada com que persistes em deambular nas quinas da estrada, a agoirar as rectas, a maldizer as curvas, a blasfemar contra a sina, sem perceber que se faz a sulcos sobre a própria mão. E se acaso ainda te assaltam coisas boas derramadas, amores exactos desperdiçados, entende – como eu entendi – que depois do pó nada retorna à pedra, e depois da cinza fica desfeita a chama. Qualquer chama. Toda a chama. Não escolhas, Querida, a miséria salobra dos votos mesquinhos. Evita, Querida, a berma e o declive, e o musgo e o espinho e a lama que, quase sempre, andam por baixo do caminho. Detestaria, Querida, passar por ti um dia, olhar-te e não ver mais nada senão essa prega de macumbeira, a descair-te do canto da pálpebra cega. Porque é vã a tua praga, Querida. Vã e estéril, acredita-me. Bate na trave, mesmo que soprada pelo vento. Esboroa-se na cal do muro da nossa casa e fica estilhaçada do lado de fora, quando amanhece. Como um cristal esquecido entre as ervas. Do lado de fora da porta, Querida. Fora do alcance. Longe dos olhos e do coração. Á espera, só à espera, da foice que as ceifará pela raiz quando for de novo Primavera, sem nunca lhe dar realmente tempo de medrar.

O Elixir da Eterna Juventude

Outubro 6, 2006

estee_lauder_mascara.jpgOntem, ao serão, voltei a partilhar com as meninas esta minha percepção que me intriga e que venho invariavelmente observando desde que “acordei para a vida” (coloquemos as coisas desta forma, ok?!): as raparigas que acham graça a raparigas parecem ser misteriosamente conservadas em formol! Eu sei que, dito assim, pode causar estranheza. A maioria das vezes, aliás, as pessoas dizem imediatamente que se trata de um delírio absurdo e sem nenhum fundamento. Seja como for: nada me demove desta convicção.  Por qualquer desígnio metafísico o efeito da passagem do tempo sobre as meninas não se sente tanto. Envelhecem muito mais lentamente, como se a idade não passasse por elas. Desconheço a fórmula mágica responsável por este fenómeno, mas a verdade é que as raparigas que acham graça a raparigas aparentam ter sempre (no mínimo) menos dez ou quinze anos do que na realidade têm. Hão-de reparar! A mim, por exemplo, salta-me à vista de forma gritante. 

Veio isto a propósito da histeria das mulheres frente ao escaparate dos cremes anti-envelhecimento, no El Corte Inglés, ainda em Barcelona. Uma espanhola sumptuosa e exuberante partilhava comigo os seus dilemas na escolha, como se me conhecesse de algum lado, como se eu tivesse alguma coisa que ver com isso, como se eu entendesse sequer do assunto para a ajudar a tomar uma decisão. Tive vontade de lhe recomendar que experimentasse deitar-se com mulheres, em vez de gastar uma pipa de massa em bisnagas e boiões de resultados, se não duvidosos, pelo menos incertos. Tive vontade de partilhar com ela a minha descoberta científica, “clinicamente” testada nos últimos anos de observação e até agora confirmada com sucesso, em praticamente 100% dos casos observados.  Mas não disse. Mas não partilhei. Deve ter sido esse lado a litlle bit “bitch” que também tenho e que, de vez em quando, me faz  guardar só para mim alguns segredos preciosos!

Estou eu na interminável fila da caixa, com um simples rimmel na mão, a olhar para os cestos cheios de coisas que as meninas seguram e dou por mim, mais uma vez, sem perceber o fascínio que os shoppings  exercem sobre as pessoas em geral e as mulheres em particular! Contra todas as expectativas que os clichés fariam prever, a verdade é que nem as meninas ficam incólumes! Veja-se onde estamos neste exacto momento: em pleno El Corte Inglés, como se não houvesse mais nenhum lugar onde valesse a pena estar, tendo em conta que só vamos passar 24h em Barcelona! Acontece que Demónio de Guarda estava inconsolável porque o frasco do seu perfume se partiu contra o lavatório do hotel. Cavaleira Ruiva queria porque queria o body lotion da sua marca de eleição. Só gosta daquele e recusa-se a usar seja qual for em substituição. Oh, Cristo! Onde é que já vi este filme?? Igualzinha a Red Bull, que também tinha frescuras destas! E depois eu é que sou very femish, very lipstick! Sei!…

«Só vais comprar isso? Ia jurar que encontraria com um cesto cheio de coisas!». Vá lá! Haja alguém que reconhece a injustiça das avaliações precipitadas! Nah! Só quero mesmo esta máscara da Estée Lauder. Como diria a Filha do General, crescer é entrar num processo de despojamento. Como diria a minha mãe: «a sobriedade do simples é a mais eficaz». Como diria eu: estou em plena aprendizagem das virtudes minimalistas e as consequências estendem-se, inclusivamente, aos objectos que guardo no necessaire que anda todos os dias dentro da bolsa. Só um pouquinho de terracota nas bochechas e no nariz, e esse toque mágico, absolutamente indispensável, que cumpre duas funções vitais: além de esconder o feito aloirado do sol sobre as pestanas, as penteia e impede que me entrem permanentemente dentro dos olhos.

Assim sendo, nenhuma dúvida, nenhum dilema. Sou caninamente fiel às minhas coisas de eleição. Portanto,  sim, tem que ser desta marca. Só pode ser esta marca. Reconheço (também é verdade!) que há coisas em que não faço a menor concessão. Sou completamente intransigente. Como as que gosto. Ainda que, por vezes, me saiam estupidamente caras.