Parapluie – a chuva não precisa de ti para ser bela

Dezembro 8, 2006

Choveu por toda a noite e ainda chove. O vento assobiou por toda a noite e ainda assobia. Gosto do que há de constante e convicto no temporal, deste não se levantar só de vez em quando, deste não desabar só de quando em vez. Gosto deste cair incessante, deste ventar contínuo, deste trovejo que nem com a vaga promessa de sol da manhã se interrompe.

E acho que tenho sorte por ser assim. Nem cega, nem distraída. Leal apenas e tão só aos inabaláveis que me fustigam.

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2 Respostas to “Parapluie – a chuva não precisa de ti para ser bela”

  1. Erwin Says:

    Touro

    I
    No verde campo
    o touro
    qual noite exposta
    em claro
    dia

    no verde chão
    da irrealidade
    a violência:
    o sangue contido
    (ainda).

    II

    No verde dia
    (fábula)
    a morte ? A
    VIDA

    – tão brutalmente
    VIDA
    que a tememos.

    Orides Fontela


  2. … E eis que em “touro” e no “verde” se traça, então, a tangente!


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