A noite passada

Dezembro 8, 2006

Pouco importa que nem sempre te encontre quando te procuro. Basta-me a certeza sem espinhos de que sempre me chegas antes que a falta se torne insuportável.

Anúncios

5 Respostas to “A noite passada”

  1. Aurora Says:

    Muito bem! Pelo que vejo, vc continua gostando de lobos. São poucos os que ousam se aproximar de lobos e menos ainda os que aceitam o convite pra viver em meio deles. Lobos também gostam de quem não os teme, pode ter certeza. Os que aceitam se juntar à alcateia lhes pertencerão para sempre. Podem regressar à aldeia mas regressam com o mesmo brilho amarelo de lobo dentro do olho.
    Deverei lembrar Roma? Deverei lembrá-la dessa loba mítica? Ninguém me incubiu o recado, Agreste Princesinha das Estepes Europeias, mas vc sabe que cato no vento os segredos mais bem guardados… Lembre das fábulas e das lendas que rasam a origem do velho continente onde nasceu e tome tento no que trago para lhe falar: no seio generoso da loba bravia há tudo o que é preciso para a “Criança” se alimentar e crescer forte e sadia.

    Abraço fraterno.

  2. V. Says:

    Interessantíssimo o assunto, por aqui… falando de lobas, hein?!
    Bravo, Aurora! Vejo que entende do tema.
    E vc, Bela, também sabe de lobas? Me agradaria muitíssimo escutá-la a respeito.

    Baccio, Bela!


  3. Sei muito pouco, quase nada. Apenas o essencial: que preferem a solidão de um fundo de floresta e raramente se aproximam, mas que às vezes, na calada da noite, também descem à aldeia. Por alguma coisa ou alguém.

  4. Erwin Says:

    Quem é esse que se parece comigo
    E entretanto não é bem como eu?
    Nem ao menos é meu duplo,
    Nem o aprendiz da poesia,
    Nem a substância do fogo.

    Mas sim; conheço essas mãos que galopam
    a testa aberta aos quatro sopros do espaço
    E sua invenção de um personagem
    Provisoriamente eterno,
    Vestido com armadura de sombras,
    Oferecendo o coração marcado
    Às sinistras, distraídas passantes.

    Só tu Maria da Lucidez
    Poderás desfazer as correntes
    E trazer a água cristalina
    Até que a morte venha
    Suprema castidade.

    Murilo Mendes

  5. V. Says:

    Lobas nunca regressam da aldeia sem levar junto o que buscavam.
    Acrescente, por favor, mais esse detalhe ao “essencial” que você sabe.

    Baccio, Bela!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: