Pela Lisboa da ‘Reconquista’

Dezembro 5, 2006

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Ontem jantei no Bairro Alto e,na véspera, em Alfama. É impressionante o efeito benéfico  que a mesa pode ter numa desejada reconciliação com Lisboa! Subitamente, neste alegre trânsito pelas colinas da cidade, dou-me conta que talvez tenha andado demasiado arredada pelos arrebaldes, junto ao rio que amo e (sim!) acho belo. Acontece que não é bom abandonar em definitivo o coração das cidades. Não é bom esquecer eternamente as ruas onde passa gente.

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2 Respostas to “Pela Lisboa da ‘Reconquista’”

  1. Erwin Says:

    Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátus, gozando os dias como livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.
    Fernando Pessoa.


  2. Pelas avessas, ocorre-me Cesário Verde:

    «Ah, se eu eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!»

    … mas nem sempre busco. Como nos dias em que me vejo assim a preferir um Pretérito Mais-Que-Perfeito para conjugar ao Futuro, “um sono mais calmo” que o sono que a brisa me deu.


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