‘Love me tender, love me do’

Novembro 18, 2006

sabadomanha18nov2006.jpgSábado de manhã. Abro os olhos pouco convencida. Sábado de manhã. Amanhã é outra vez Domingo. Tento não pensar no desperdício do último fim-de-semana, quando me ocorre que amanhã é dia de plantão. Que é para não me irritar, que é para não me arrepender, que é para não me culpar, nem castigar, agora que já não vale a pena. Sábado de manhã. A campaínha da porta a tocar logo cedo. Sábado de manhã. Eu ainda a pairar na asa dos fados da noite passada, o xaile ainda traçado aos pés da cama. Sábado de manhã. Sol com chuva, lá fora. A campaínha da porta, uma outra vez. Uma segunda voz dentro da casa. Sábado de manhã e ainda bem. Sábado de manhã e já nada é grave. Sábado de manhã e tudo volta a parecer-me ter concerto. Sábado de manhã e eu achar que talvez não mereça que a vida me recomece tantas vezes.

aspas_azuis22.jpg  … Amando noites afora
Fazendo a cama sobre os jornais
Um pouco jogados fora
Um pouco sábios demais
Esparramados no mundo
Molhamos o mundo com delícias
As nossas peles retintas
De notícias…

Chico Buarque

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Uma resposta to “‘Love me tender, love me do’”

  1. provisorio Says:

    Um tanto melancólico para Sábado de manhã! Nada como a lassidão do Sábado de manhão ou de tarde para justificar que a vida recomece todos os dias. E ela recomeça mesmo, quer se queira ou não. E será sempre bela, Sábado de manhã, e á tarde e em todos os outros dias.


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