A forma crua das coisas

Novembro 17, 2006

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Foto: Ferr@Fog@Faísc@ – Aldina Duarte: Crua

Estou aqui a pensar que o tempo é também, algumas vezes, um circulo perfeito, quando se cumpre e fecha enfim. Há mais ou menos um ano, sentei-me à boca do palco a escutá-la. Esta noite, Aldina Duarte volta a cantar, na Culturgest. Creio que é, sim, ainda e sempre e só – o mesmo:

«Eu quero a alegria profunda que nos ampara para a frente ou para trás conforme o que houver por fazer ou refazer.»

Creio que é, sim, tal e qual ela própria escreve: 

«A repetição de tudo o que é intrinsecamente verdadeiro torna-se sabedoria e, por isso, amor maior… quero repetir-me em liberdade e convicção.»

É, sim, como ela diz:

«Quero um tempo onde a leitura e o pão vivem na mesma casa (…) e todos se juntam na construção dum mundo mais digno para qualquer forma de vida, fazendo e aprendendo o que for necessário.»

Creio que sim, que é exactamente como ela explica: 

«Regresso ao amor e à esperança necessárias e ao prazer possível neste mundo estranhamente cruel em que estamos a viver. Volto para quem me espera, porque as coisas verdadeiras são para toda a vida e não precisam de justificações!»

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