Script #26 | Back

Outubro 20, 2006

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Esperas-me a dormir no escuro. Imune ao temporal dos meus passos. Indiferente aos restos de voz que despeço à pressa na calçada. Suprema – tu, no teu trono de sono firme. Paro por instantes, à boca da cama. Olho de largo as costas nuas que estendeste à espera. Como se o breu te guardasse e as pontas de sombra que chegam  da rua servissem tão só para te revelar numa perfeição maior. E nesse instante eu sei – tenho a certeza – que nenhum dos meus estrondos é suficiente para te abalar o centro e te contrair o peito que rasgaste em meu nome.   

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