Archive for Setembro, 2006

Invadida de uma felicidade boa, eu. Ally McBeall parou o carro lá fora e veio ver-me.

Setembro 29, 2006


Foto: Calista Flockhart

… E, de repente, levito ante o surpreendente efeito de um abraço teu.

Arte | ‘EX PODE GOSTAR PRA SEMPRE’

Setembro 27, 2006


Ilustração: Pat Lobo

Por incrível que pareça esta é uma página do moleskine de uma amiga muito querida que, por entre anotações, tem o hábito de ir usando canetinhas coloridas, nanquim e tintas, Liquid Paper para dar textura e até café para sombrear pensamentos e outros rasgos.

Pat Lobo é designer há 10 anos e, há coisa de uns dois meses, decidiu-se enfim a construir o seu próprio site. Em dias como os de hoje, quando preciso de um estimulo de imaginação, quando sinto que não vai nada nesta cabeça e que a criatividade sofre de paralesia súbita, vou até lá em busca de um qualquer sopro que a recoloque em marcha.

Como fez a estilista Adriana Barra (igualmente encantador o trabalho que nasceu a partir daí!).

Ora, então cá vai!… Para ver e se inspirar: AQUI

Script #18 | ‘Recuerdos’ e ‘Souvenirs’

Setembro 27, 2006

Sabes que não sou de trazer “recuerdos”, nem “souvenirs” para ninguém dos lugares por onde viajo, mas confesso que estive quase, quase a trazer-te a almofada. Porque bati os olhos na loja e me pareceu a tua cara. Perfeita para ti. Imaginei-te a deitar a cabeça sobre ela e agradou-me a ideia de te saber a repousar as ideias, o cérebro e o raciocínio sobre uma superfície não hostil, uma espécie de colo mais fofo, menos incómodo e amplamente compreensivo. Agradou-me a ideia de te possibilitar, apesar de toda a minha mais absoluta impossibilidade, deitar a cabeça num lugar que te reconhecesse e em que te reconhecesses. Sem te contrariar. Em absoluta harmonia contigo. Totalmente complacente, consentâneo, concordante e harmónico. Agradou-me imaginar que continuarias a dormir, mas desta vez com uma legenda a espreitar-te debaixo da face, uma assinatura a aparecer sob o queixo, um letreiro que te dissesse com toda a clareza, para que nem em sonhos, nem durante o sono, alguém se voltasse a enganar a teu respeito. Imagino que dormirias em paz. Gostava de acreditar que pudesses ao menos dormir com outra paz. Acontece que depois pensei melhor: de que te valeria ter a almofada, se te levei a cama embora de vez? 

Desisti. Saí da loja, continuei a namorar e fui gastar dinheiro em prendas que valessem a pena. 

Shopping | ‘Very Styleguide City’… Tem que ter!

Setembro 26, 2006

Chama-se Very Styleguide City e é publicado anualmente pela editora inglesa Very Up and Co. Contém dicas preciosas para quem como eu gosta de viajar, dicas exclusivas sobre as cidades mais fervilhantes do mundo, como Nova Iorque, Londres, Berlim, Paris e Rio, dicas daquelas que só quem vive por lá conhece.  Acreditem, é o melhor companheiro de viagem que qualquer “andarilha” que se preze jamais poderia ter. Define-se assim:

«Your pocketsize handbook: a mixture of mini-mag and personal shoppers’ diary.»

Ao todo já são 19 cidades e a boa notícia é que no site dá para encomendar qualquer um dos guias no site.

‘Aqui eu sou felizzzzz!’

Setembro 22, 2006


Foto: Rinko Kawauchi

Já de fim-de-semana, portanto, de volta a outra dimensão, de regresso a um universo paralelo, a um mundo mais mundo, mais real, redondo e feliz. Impressionante como algo em mim se liberta sempre que rodo a chave na fechadura dessa casa. Abro as portadas e as janelas. Deixo entrar o ar salgado do mar, o sol amarelo, o rumor mais simples da vida daqui: apenas um ou outro carro, de vez em quando uma motorizada, o grito das gaivotas sobre a vila e a falésia. A ideia de vir viver de vez para cá assalta-me cada vez mais o pensamento. Reparando bem, mudar talvez não esteja assim tão distante, nem seja assim tão difícil. Na verdade talvez esteja ao alcance de umas poucas centenas de quilómetros, que o progresso de vias e acessos ajuda a reduzir e coloca a duas ou três horas de estrada… Queria ser mais corajosa, ou então ser mais egoísta, esquecer as saudades dos outros e pensar só na minha, agarrar nas coisas essenciais e acomodá-las a todas nesta casa, a salvo da correria das ruas, do ruído psicótico do trânsito, do tempo ofegante da capital, que já acorda em correria desalmada e se deita desconsolado, sem nunca ter chegado a lugar nenhum.

Largo o saco de fim-de-semana aos pés da cama. Volto a sair de casa, a encostar a porta, a respirar mais leve. Quando dou por mim estou outra vez a descer a rua que vai dar ao largo e à praia, estou outra vez a enterrar os tornozelo na areia quente, como se nada tivesse ficado suspenso desde o último fim-de-semana. Como se nada se tivesse passado entretanto, ou como se tudo já tivesse passado sem grande importância, sem deixar memória. Como se só o rasto que os meus pés agora redesenham a caminho do mar existissem, e tudo o resto fosse igual a uma noite mais longa, um sonho mais demorarado, um despertar mais arrastado e preguiçoso.

Ora então… Bom Dia, vida! Será com certeza um excelente fim-de-semana.

Quiz | «Você é Feliz?»

Setembro 18, 2006

Nem de propósito!… Lembram-se de ter comentado a conversa desta manhã cedinho com Demónio de Guarda, a propósito de continuar sorridente, mesmo que atolada em circunstâncias adversas?

Pois bem, agora há pouco, lendo a edição online da revista Isto É deparei-me com um quiz que pretende descobrir, nada mais nada menos do que, se… «Você é feliz?»

No topo, a servir de introdução está escrito assim:

«Cada vez mais ganha espaço no País a chamada psicologia positiva. Os adeptos dela defendem que depende de cada um tornar a vida mais agradável. As chaves para a felicidade, dizem, são duas: buscar satisfação nas atividades cotidianas e ter controle sobre a própria vida, ou seja, saber exatamente onde se está e para onde se vai. Responda as perguntas a seguir e confira como você está se saindo.»

Vamos tirar dois minutinhos de bobeira, responder o mais sinceramente que tivermos consciência e fazer o teste??

Clica AQUI

Etaaaa!…. Vou guardar para mostrar a Demónio de Guarda o meu resultado:

 Em Busca da Felicidade
Você não é, hoje, a pessoa mais feliz do mundo, mas está no caminho certo. Não é tarefa fácil, é verdade, mas é preciso mudar o que não lhe traz satisfação, seja no trabalho, nos estudos, no círculo de amizades, num relacionamento amoroso. Procure cuidar mais da saúde e da mente com exercícios diários: não só físicos, mas também de reflexão. Quando descobrir dentro de você o que lhe traria realização pessoal, terá encontrado a chave da felicidade.
Boa sorte!

É verdade, a intuição de nós próprios raramente se engana: «Você não é, hoje, a pessoa mais feliz do mundo, mas está no caminho certo.» Pronto, estou muito mais descansada. Bem me parecia que não, que não era!… Hoje em dia. Ainda. Bem me parecia que sim, que para lá caminho!… Um destes dias, mais à frente. Não tarda. Porque mais verdadeira e acertada que qualquer quiz do mundo é a intuição subterrânea que temos de nós próprios. Essa, raramente se engana. Se nos queremos enganar, essa então é que já é outra conversa. Ou outra história, também. Mas não é disso que estamos a falar. Nunca foi, aliás.

Shopping | Vai abrir uma nova loja de ‘Comércio Justo’

Setembro 18, 2006

Não sei quem teve a gentileza de me enviar este convite, mas agradeço e tomo a liberdade de o colocar online por aqui. Imagino que a nova loja necessite de freguesia e ademais todas as meninas que passam por cá são garotas giras, de bom gosto e bom humor, pelo que será seguramente um prazer tê-las por perto a abrilhantar a inauguração do novo espaço.

Meninas, quem andar por terras ao norte, dê uma passadinha por lá ou, se não calhar em agenda, anotem o endereço para compras futuras. O conceito dessa loja é-me bastante caro: a ideia é ajudar povos e comunidades de países pobres a comercializar objectos e materiais que produzem, na sua generalidade através de processos artesanais e de modo ecologicamente sustentável. 

Para saber mais sobre o conceito de “Comércio Justo”, deixo o link para o site oficial da Associação Reviravolta, responsável pela loja: AQUI

Mood | 3 dias e 1/2

Setembro 18, 2006

calend.jpegGente, acordei animadíssima: percebendo que era segunda-feira, deitei contas ao calendário e acordei de frente para uma realidade feliz: só faltam 3 dias e 1/2 para voltar a sair de Lisboa de fim-de-semana!
Minutos depois encontro Demónio de Guarda na banca dos jornais (hoje madrugou, hein?!) e acabamos por tomar a café da manhã juntas. Partilho a feliz descoberta com um sorriso rasgado de orelha a orelha: faltam só 3 dias e 1/2 para me ver livre da cidade e fugir daqui para fora outra vez! Demónio de Guarda pára um instante com a xícara na mão, faz um ar sério, olha parta mim e é então que diz: «Achas normal viver a contar os dias para deixar tudo para trás?» Resposta, pronta e rápida: não, na verdade não acho, mas o que é que se vai fazer?! Hoje em dia é esta a realidade. É assim e não tenho vergonha nenhuma de o assumir. Demónio de Guarda pensa um pouco: «Se aquilo que te entusiasma é contar os dias para sair da cidade onde moras, voltar as costas ao trabalho que fazes, etc, etc… Como é que podes acordar assim tão deslumbrante e ser feliz??» Confesso que a pergunta me interpelou fundo, tão fundo que, desta vez,  a resposta demorou tempo a percorrer o caminho até à superfície, onde precisa de chegar para poder ganhar voz. Mas depois digo simplesmente: porque hei-de morrer esta eterna optimista! Agarro-me sempre ao melhor lado das coisas, eu creio.

Sim, é verdade: é me permitido continuar a prosseguir no “capricho” de manter a profissão que amo, todavia fazendo um trabalho de que não gosto porque não me empolga. Por força das circunstâncias, concedi aos argumentos de razão de que urge conservá-lo. Acato mas não me convenço. Agradeço mas não me satisfaço. Aceito esta inconveniente conveniência como momento transitório, meramente necessário e pontual, residual ao tempo que por vezes as coisas demoram a passar de um estado ao outro, isto é, a retomarem o encaixe de outros tempos numa lógica de sentidos perfeitos e finalidades desejáveis. Até lá, e enquanto isso não acontece, prefiro não me martirizar excessivamente e recuso angustiar-me numa tortura diária. Já basta que a realidade não seja, ao momento, exactamente a que escolhi e aquela por que tenho andado a lutar desde que me conheço!… Qualquer um destes dias ela volta, eu sei. Não tarda muito voltam a estar reunidas as condições de possibilidade para que tudo seja tão melhor quanto costumava ser.

Enquanto isso – lamento muito, mas não tenho pena – vai sendo assim: já me basta ter que estar presa a esta cidade porque tenho que trabalhar, já me basta trabalhar ali e o meu trabalho, hoje em dia, ser aquele!… Executo com rigor, tento ser irrepreensível e fazer as coisas de forma a que as pessoas não estranhem que não mais consigo colocar-me inteira no que faço, como estavam habituadas a ver-me fazer. Mas o ânimo mesmo, o verdadeiro entusiasmo e o grande acalanto, é o que me vem em razão inversa!… Encontro motivação para suportar Lisboa e os motivos de força maior que me prendem aqui, a contar os dias que faltam para me ver livre, ser eu e ser feliz. Como acontece com esta função de prestígio que actualmente desempenho, num cargo que não me importa, num trabalho que não me arrebata, apesar de caber na profissão que tanto amo: a energia para encarar um novo dia neste “emprego” encontro-a eu a pensar que, quando chegar ao final do dia, já faltará menos tempo para ser fim-de-semana e folga outra vez!… faltará ainda menos tempo para estar livre de novo e poder por-me a milhas desta cidade que me oprime, deste cargo que ocupo e não me diz nada, deste trabalho que faço com toda a facilidade, mas onde não me reconheço nem um pouco.

Assim sendo, despeço-me de Demónio de Guarda com um beijo bem disposto e concentro-me naquilo que verdadeiramente importa: já só faltam 3 dias e 1/2 para ir de fim-de-semana!… Porque isso sim, nesta altura da vida e da forma como ela teima em ainda se desenhar, isso é que é importante!!

Mulher | Latinas, sanguíneas, consanguíneas

Setembro 18, 2006

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Foto: Elisa Carrió e Heloísa Helena

Essas são mulheres de fibra da América latina. Nenhum espanto: sempre as houve, e muitas! E tantas. A única novidade é que finalmente parecem estar a adquirir alguma visibilidade. Independentemente das convicções ideológicas e dos programas eleitorais que defendem e propõem, já ganharam e deram a ganhar, só pelo facto de existirem: Elisa Carrió, deputada argentina e candidata “presidenciável” do PSOL e a brasileira Heloísa Helena, antiga filiada petista e seguidora assumida de Lula, cuja desilusão conduziu a uma ruptura irreversível com o partido e o seu líder, levando-a a concorrer às presidenciais de Outubro.

Sobre as afinidades entre as duas: AQUI

Notícia | Eventos em 30 países pedem fim da crise em Darfur

Setembro 17, 2006

darfur
Foto: ECHO

Leio na BBC:

 Uma série de protestos pela solução do conflito em Darfur, no oeste do Sudão, acontece neste domingo em 30 países da Europa, Ásia, África e Oceania.

A estimativa da ONU é de que 200 mil pessoas foram mortas nos três anos de conflito em Darfur. Quase 2 milhões teriam perdido as suas casas. 

Outros links:

Mood | O caminho do Sol

Setembro 16, 2006

 

É certo que as aves agoirentas não param de vaticinar que foi desta que o Verão chegou ao fim. Muito bem que esta semana até choveu e que ontem havia um céu de chumbo a ameaçar o dia. Mesmo assim estive na praia e… quer saber o que mais? Estou indo para lá agora também!

É verdade, sou praieira sim! É um termo genial, usado no Brasil, mas que não estou certa consiga ser compreendido aqui. Ás vezes apetece-me responder às pessoas que se referem ao tom da minha pele com aquele jeito meio esquivo, que nunca se percebe bem se é elogioso ou crítico e que deixa no ar uma vaga impressão de “olho grande”, que o sol se cola naturalmente e sem esforço à pele de quem o ama, que o sol não é muito diferente de um gato ou de uma criança, que também ele tende a prender-se aos corpos que lhe são genuinamente devotos.

Sempre me fez alguma confusão estipular datas e ocasiões para os prazeres. O sol incluído. Dos outros, eu não sei. Sei que, por mim, não me chega o Verão, não me é suficiente o tempo oficial das férias, não me basta a vulgar temporada clássica do Julho-Agosto. Gosto do Sol. Preciso do Sol. Busco-o 365 dias por ano. Sempre. E depois estranham-me a pele bronzeada!… Ás vezes tenho vontade de responder: e que tal se em vez do caminho do shopping, do cinema, das festas e jantares pela noite dentro, fizessem o caminho do Sol?  Talvez deixassem de me olhar com esse “olho grande”, esse jeito ressabiado no rosto amarelento!…

P.S – Perdoem o desabafo, mas é que há momentos em que a cobiça causa uma comichão que cansa os dedos e talvez isso se acuse na escrita.

Fashion | Consumir com consciência é um luxo

Setembro 16, 2006


Foto: Rainer Wolter

A nova onda de consumo consciente é o máximo. O único problema é que na hora de ir em busca e comprar alguma coisa incrível bate a maior preguiça – ou falta tempo. Foi justamente por isso que o jovem designer e arquitecto canadense Graham Hill criou o site TreeHugger : um guia único cheio de produtos de design ecologicamente correctos, onde há um pouco de tudo: roupas, cosméticos, móveis, ténis, bicicletas… Tudo actualizado por jornalistas do mundo inteiro.

Mais: para incentivar novos designers, o site está a promover um concurso criativo Umbrella Inside Out, cujo mote é a reutilização de… chapéus de chuva! Quem ganhar vê o seu trabalho desfilar na 3ª edição do Ethical Fashion Show – a decorrer em Paris entre 13 e 16 de Outubro – e publicado na revista ID de Dezembro.

Um mundo em bambú dentro de casa

Setembro 16, 2006

Mais uma dica ecológica.

Há muito que sou fã desta linha de acessórios para a casa feitos em bambú A Ekobo combina as linhas de design mais estilizadas com os materiais artesanais, ajudando na divulgação e no apoio ao trabalho elaborado por diversas comunidades locais, ao mesmo tempo que promove a utilização do bambú como matéria prima social e ambientalmente responsável.

Chocolate ecológico

Setembro 16, 2006

Estou a tornar-me adicta ao chocolate Green&Black’s!

Produzido a partir dos melhores grãos de cacau orgânicos plantados nas florestas indigenas dos Maia, no sul do Belize, tal como se pode ler na embalagem: «Green & Blacks adds a twist of orange and a taste of cinnamon, nutmeg and hint of vanilla to dark chocolate for a subtle, balanced flavor that isn’t too sweet or too fruity

Media | Dança na Banca

Setembro 16, 2006

Bem sei que a silly season está no fim, mas nunca a reentré da imprensa foi tão movimentada como este ano. Basta deitar a mão à última edição da revista Meios & Publicidade para verficar que:

É muita alteração, muita mudança, muita surpresa e novidade de rajada!!… No 1º fim-de-semana de Setembro foi o semanário O Independente a sair para as bancas pela última vez, com uma edição já sem notícias, mais para coleccionadores do que outra coisa, colocando o «ponto final» num fim há muito anunciado. No Sábado passado foi o jornal O Expresso a sair à estampa com uma reformulação gráfica e editorial, adoptando o formato berliner, como quem veste uma armadura e se prepara para o confronto com o Sol, o novo  semanário a lançar amanhã.

Como é bom de ver, há três semanas que não tenho uma manhã de começo de fim-de-semana calma e relaxada, sem ter que correr para a banca para ter a garantia de que encontro o jornal que procuro. Porque em Portugal é assim: basta comunicar antecipadamente a quem de direito que faça saber uma alteração na imprensa, que as pessoas correm para as bancas e esgotam edições. Mas, infelizmente, só nessa semana ou nesse dia, mais movidas pela curiosidade de ver as novidades introduzidas (ou não!), do que propriamente para ler o conteúdo em si. Portanto, há que correr se ainda se quer encontrar o jornal de sempre nesses dias em concreto.

Quase me apetece implorar para que parem as surpresas e inovações na banca, que é para ver se volto à rotina da pacatez, sem sobressaltos nem correrias, certa de poder preguiçar e enrolar à vontade, que os jornais hão-de estar todos à minha espera no escaparate, neste Portugal de  poucas leituras e notícias. 

Acontece que amanhã (daqui a pouco) sai o primeiro número do tão aguardado semanário que vem fazer frente a O Expresso. Volto, pois, a ter a mesma penosa tarefa das últimas semanas. Todavia, de regresso a Lisboa, tenho a vidinha mais facilitada. Já não é preciso correr à procura de quem receba jornais importados, nem telefonar para Portugal a incumbir alguém de passar na banca. Aliás, esta tarde, já passei na minha tabacaria de sempre: à cautela, pedi para acrescentar o Sol à lista dos periódicos que habitualmente me guardam. E na súbita descoberta de que posso dormir descansada e até mais tarde, dou por mim a marcar um ponto a favor de ‘estar em Lisboa’! Nada mau: à conta do lançamento do novo semanário, da minha tabacaria de toda a vida e da lista de encomendas da D. Elisabete e do Sr. Jaime, a cidade de Lisboa pode enfim inaugurar o marcador que há meses andava a zero!…