Script #17 | Anda!… Podes vir sem erro que eu vou contigo

Agosto 11, 2006

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Leva-me sim. Sem culpa, desta vez. Sem nenhuma culpa, que eu já não pertenço a ninguém, já não sou a «Menina» de ninguém. E se calhar nunca pertenci, se calhar nunca fui. Já não sei. Hoje já não digo nada. Hoje já não posso dizer nada. Nem sequer isso. Tão grande é a mentira que prevalece no presente, tão grande o engano que por demasiado tempo se permitiu que perdurasse no presente, que hoje eu tenho a certeza que já vinha lá de trás, que só se limitou a transbordar do passado. Portanto, vem se ainda continuas a querer-me. Leva-me que desta vez é sem nenhuma culpa: sou sem dono e não pertenço a ninguém. Já não sou a «Menina» de ninguém. Mas posso ser a tua, agora. Se ainda me aceitares, se ainda me quiseres… que eu nunca soube resistir à brutalidade dos sentimentos que não vergam, nem se amedrontam, que esses (sim) sempre me interessaram demasiado. Só esses. Apenas esses, como fica bom de ver pela forma como me mantive intrépida, enquanto acreditava na mentira que me foram contando. Como se fosse verdade. Como se fosse a sério. Como se fosse para valer.

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