Script #11| Ahora mi voy a bailar en tus brazos sin sus ojos de bruja!

Agosto 5, 2006

ellenvonunwerth.jpg
Foto: Ellen Von Unwerth

Fecho este post à pressa, desligo o computador, desço a escada a voar, corro para ti, minha rumba, meu sábado, meu domingo, minha vida dentro da boca, minha boca dentro dos beijos, meu beijo dentro da morte. E, de repente, sem culpas nem vergonhas vãs, volto a ser já só aquilo que sou: este «monstro insuportável de mimos» que ela tanto se dedicou a criar e que hoje só tu és suficientemente poderosa para ter como cuidar. E confesso que perversamente amo a ironia de me ver assim: transformada na sua mais conseguida obra de arte, aquela em que mais tempo e alma investiu, e – no entanto – perdida para ti, entregue de bandeja a ti no exacto momento em que me deu como pronta e acabada, quase perfeita. Para fruires em seu lugar. Creio que é verdade, sim: toda a criação faz sentido. Todo o criador sabe o que faz. Toda a obra vale a pena. Nem que seja esta, de criar um «monstro insuportável de mimos», como eu: o exemplar mais conseguido de uma arte maior que ela andou afinal entretida a criar para te presentear a ti.

(…)

… E ponho a tocar a canção. Vá, levanta o som, abre o tecto e os vidros da janela! Porque se houvesse uma canção, agora, seria esta: perfeita para falar de mim, perfeita para não ter que me cansar com mais palavras.

play_341.gif  Amparanoia – “Tiempo Para Mi”  nota_animada1.gif

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