Post-it | Alvos fáceis, os que vivem coisas boas

Agosto 1, 2006

aspas_azuis2.jpg  É um facto: as pessoas que vivem coisas boas que vale a pena preservar, são infinitamente mais vulneráveis que as outras. Não é preciso ser-se feliz; basta prezar-se algo e ter-se medo de o perder. Quem receia magoar os de quem gosta, perdê-los, decepcioná-los; quem faz questão de trazer a sua existência nas palminhas – quem se acha, afinal, com uma sorte danada, apesar de tudo -, acaba por ser um alvo fácil. (…) Não ter medo nem vergonha de se mostrar como é, nem o que quer ou do que gosta, muito menos aquilo a que aspira e o que mais a incomoda. Tudo isso lhe confere uma fragilidade imensa, de sopro de vela. Amarmos outros, e amarmos a presença dos outros na nossa vida, é como ficarmos com o organismo a modos que indefeso, imunodeficiente e mais sujeito a dores, a incómodos, a doenças. Porque ficamos à mercê das investidas virulentas de quem nada receia porque nada tem a perder.

in Controversa Maresia

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