Mulher | De vítima a agressora

Julho 21, 2006

Leio na EFE que, segundo um estudo da criminologista Angela Gover, publicado pela Universidade da Florida, algo está a mudar na nova geração de mulheres: elas são cada vez mais propensas a agredir os homens.

aspas_azuis23.jpg  A nova geração de mulheres é mais propensa do que os homens a perseguir, atacar e abusar psicologicamente de seus companheiros, segundo um estudo da Universidade da Flórida (UFA) em Gainesville, divulgado dia 14 de Julho.

“Hoje vemos mulheres agindo de maneira diferente de como agiam nas relações do passado. A natureza da criminalidade mudou nas mulheres, e isto é refletido também nas relações íntimas”, disse Angela Gover, criminologista da UFA que coordenou a pesquisa.

O estudo, que se baseia nos resultados de uma pesquisa realizada entre 2.500 estudantes da UFA e da Universidade da Carolina do Sul, sugeriu que o ponto de vista das universitárias sobre o que deveria ser o namoro mudou. Cerca de 29% dos entrevistados entre agosto e dezembro de 2005 informaram que foram agredidos fisicamente por seus parceiros, e 22% disseram ter sido vítimas de agressões no ano passado. Enquanto isso, 32% das mulheres confessaram terem sido as autoras da violência, contra 24% dos homens.

Em uma outra pesquisa de opinião, realizada entre 1.490 estudantes da UFA, 25% disseram ter sido acossados em 2005, e 7% afirmaram estar envolvidos nesse tipo de atividade. Neste grupo, a maioria eram mulheres. Embora as mulheres sejam as principais autoras dos abusos, segundo o estudo, em ambas as pesquisas elas aparecem como as maiores vítimas de assédio, representando 70% dos casos.

Para a especialista, é possível que os ataques físicos que as mulheres admitem ter cometido sejam, na verdade, “atos de autodefesa”. Gover explicou que “algumas dessas mulheres podem ter sido abusadas por seus companheiros durante certo tempo, e que finalmente decidiram se defender”. Recentes pesquisas sobre violência doméstica sugerem que, enquanto no passado as vítimas sentiam-se acuadas, as mulheres de hoje estão mais propensas a analisar as opções, em vez de suportar maus-tratos. “Acho que isso também poderia ser visto como uma nova dinâmica nas relações, uma vez que as mulheres se sentem mais poderosas. Elas reconhecem que não têm que se manter para sempre em uma relação e que podem abandoná-la”, explicou Gover. O abuso durante a infância foi o fator mais determinante para que homens e mulheres se transformassem em algozes ou vítimas da violência durante o namoro, disse Gover. A pesquisa determinou que homens e mulheres que sofreram abusos durante a infância são 43% mais propensos a cometerem violência física, e 51% a serem vítimas de violência.

Os atos de violência incluem tapas, empurrões, golpes com objetos, lançar as pessoas contra a parede ou usar a força para obrigar o parceiro a ter relações sexuais, indicou a especialista. Quanto ao abuso psicológico, 54% dos entrevistados disseram abusar psicologicamente do parceiro e 52% afirmaram serem vítimas dessa prática.

Além disso, o estudo apontou que as mulheres são mais propensas a abusar psicologicamente dos outros, já que 57% delas disseram ter cometido esse tipo de abuso, contra 50% dos homens.

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