E por falar em ‘nostalgia’… Marlene Dietrich cantando na língua do sertão

Julho 15, 2006

marlenedietrich.jpg

aspas_azuis2.jpg  Em sua apresentação no Brasil em 1959, Maria Magdalene Von Bosch – a grande Marlene Dietrich – nesse antológico show no Golden Room do Copacabana Palace, dizem que La Dietrich estava deslumbrante. Quem assistiu a apresentação, conta que a grande atriz cantou, para delírio da platéia, o “Luar do Sertão”, todinho em português. Como na rede há de tudo, fui lá conferir. A gravação original, com aplausos e tudo. Em MP3: a Lola-Lola do Anjo Azul cantar a música de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco. Com a voz rouca e sotaque alemão, sim senhor.

Com a devida vénia ao Blog do Gravatá, aqui fica a pérola por ele pescada nos cafundós do tempo, da memória e do ciberespaço.

play_341.gif  Marlene Dietrich – “Luar do Sertão”  music1.gif

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16 Respostas to “E por falar em ‘nostalgia’… Marlene Dietrich cantando na língua do sertão”

  1. Sylvia Says:

    Onde eu acho esta superba gravação?


  2. Maravilhoso lembrar que minha avó materna – alemã – se descolou de S.Paulo para, no Rio, assistir a este momento inesquecível de Marlene Dietrich no Brasil.

    Emocionante de levar às lágrimas.

  3. José Says:

    Tudo é mágico. O som do violino parece vir do céu.

  4. José Says:

    O acorde do violino, parece vir do céu.

  5. Mário de Queirós Mattoso Says:

    É claro que é para não acreditar…

    A Marlene passou uma noite em minha casa. Nós morávamos em uma chácara na Rua Iguatemi, exatamente onde se localiza o Shopping Iguatemi, aqui em São Paulo.

    Meu avô, que era neto de franceses, e muito charmoso, ficou de intérprete entre a esplendorosa atriz e a família.

    A sala era espaçosa e deu para segurar a Dietrich e a Chita, uma onça que possuíamos e se pavoneava de fronte a lareira naquela inesquecível noite.

    Eu tinha quatro anos. Conta minha mãe, a bela Thereza, que Marlene pegando-me no colo, não parava de me beijar, dizendo:

    — Ele vai dar muito trabalho para as mulheres…

    Excelente atriz! Um tanto a desejar como profetisa…

  6. Emma Schmidt Zeller Says:

    O Germanismo muito deve a Marlene por suas posturas corajosas e originalidade artística.

  7. Marcus Magalhaes Says:

    Acabei de ouvir a canção no programa do Jô e achei de mais. Procurei na net e achei aqui!


  8. Soberto. É raro uma estrangeira falar tão bem o português do Brasil e, principalmente, colocar tanto a própria alma em uma canção já folclórica no país. Quase fui às lágrimas.


  9. É muita emoção ouví-la cantar com tanto amor esta
    canção tão nossa. Quando ela esteve aqui, apresentou-se
    na TV-TUPI em um especial apresentado pelo mais sofisticado
    anfitrião na época, Jacy Campos. Eu era um de seus assistentes. É emoção em dose dupla. Ouví-la e relembrar
    que tive a felicidade de vê-la de perto.


  10. Ah!, como eu adoraria ter assistido a tudo isso. Que competência, cantar tão bem em nosso idioma. Que mulher!
    É, realmente, emocionante. Quem viu, certamente não esque-
    cerá jamais. Entre as DIVAS, sem dúvida, é uma das mais celebres. E portanto, será eternizada em nossas memórias.

    • Celia de Oliveira Says:

      Sou sua fã desde os anos 60.
      Gostaria de saber noticias suas.
      Tenho 67 anos.

      Sempre me lembro de voce.

      Um grande abraço

      Espero ansiosa por uma notícia.

  11. Francisco Achcar Says:

    Marlene esteve também em S. Paulo, fez uma apresentação (talvez no antigo Teatro Record) e deve ter cantado então também Luar do Sertão — não me lembro bem (vi pela televisão e, se foi mesmo em 1959, tinha 13 anos). Mas me lembro bem de que houve o leilão de um beijo dela, em favor de alguma caridade. Um senhor, de idade próxima da dela (ou talvez mais novo, mas não tão conservado), foi o vencedor (pagou, se bem me lembro, 50 mil cruzeiros, mas posso estar totalmente enganado, sobretudo em se tratando de moeda brasileira). O “herói” — pessoa elegante e discreta, europeu ou de origem européia — foi entrevistado na tv. No Brasil ainda mais atrasado e puritano daquela época, a primeira pergunta foi sobre a reação de sua mulher: “É uma mulher inteligente”, disse ele.
    Quem tiver mais lembranças dessa passagem da MD pelo Brasil poderia acrescentar informações ou, se for o caso, corrigir as que vão aqui. Em pouco tempo não haverá mais testemunhas do evento…
    Agradeço pelo arquivo de áudio e pelo relato delicioso de Mário de Queirós Mattoso, que deve referir-se à mesma época, a menos que MD tenha vindo mais de uma vez ao país.

  12. EVANIO ALVES Says:

    Sou pesquisador das DIVAS do cinema e ja li varias biografias da grande Marlene Dietrich,até mesmo ja retratei-a pois sou tambem artista plastico.Esta apresentação dela aqui no Rio e em Sao Paulo é muito falado em todos os veiculos biograficos dela.Possuo o disco com todas as musicas cantadas por ela no show e claro Luar do sertao que realmente é divino.Sucessos

  13. giovanealex Says:

    Morri. Vi o Jô falando isso por alto no programa ao entrevistar Mafalda Minozzi e, claro, vim de imediato pra net. Nunca imaginaria isso na minha vida. Mas a internet é essa coisa fabulosa que permite que todos possam mesmo conferir raridades espetaculares como esta.
    Valeu!

  14. Gelsa Says:

    Q. pena, estou fazendo um trabalho sobre MD, achei aqui, mas está fora do ar… onde acho agora???

  15. Newton Goldman Says:

    Aconteceu no Copacabana Palace e bem me lembro da entrada triunfal de Marlene Dietrich com um enorme casaco de peles cantando : Look me over closely. Depois de uns dois número em inglês, um senhor na platéia começou a gritar : German, german…..( certamente pedindo que ela cantasse em alemão). Marlene imperturbável olhou para o homem e disse : “You’ll have to wait a little while. I won’t go away you know. E seguiu seu repertório para finalmente dizer à platéia :- Now I shall sing a song that will make that gentleman over there verry happy e atacou Johnny.
    Nota interessante> Na metade da exibição ela parou um momento para apresentar “meu maestro, arranjador, amigo e companheiro : Burt Bacarach, sapecando-lhe um ardente beijo na boca. A platéia veio abaixo!
    Outros vieram ao Copacabana naqueles anos: Lena Horne, Sammy Davis Jr., Ella Fitzgerald e Edith Piaf ( esta eu não assisti), mas a marca de profissionalismo e showmanship
    da Dietrich foi indelével e acredito marcou todos aqueles que a assistiram naquela noite. O espetáculo teatral da Sylvia Bandeira,sobre Marlene D, de certa forma, capta a essência desta performer, isto é, a combinação perfeita de cantora, atriz e mito. Acredito que é assim que ela gostaria de ser lembrada para sempre.


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