# 9 | Jogando conversa fora, na companhia dos ‘estimados leitores’, com um breve desvio pelo tema Red Bull

Julho 7, 2006

Bebi um café fresquinho, tomei um mega-banho e, ainda que não tenha resolvido a preguiça, serviu para diluir o meu pudor de me saber preguiçosa. Continuo sem ligar a Mr. Magoo. Muito menos a Red Bull. também não esfoliei a pele, como tinha planeado. Eu bem imaginava que, quando chegasse a hora, não ia ter pachorra. Entretanto, Pequena Cria ligou. Vou passar para a apanhar na Casa Grande de Família daqui a pouco. Amanhã precisamos sair de casa cedo e é mais tranquilo se dormir cá. Suspiro. Talvez me apetecesse namorar, esta noite!… Mas está bem! Namoro amanhã. É só porque me fazem “princesa” e isso, quase sempre, vicía. É praticamente sem cura. E, embora não tenha bem a certeza, acho que até me estava a apetecer ser “muito princesa”, hoje à noite.

Penso em Red Bull. Às vezes sinto uma tentação enorme de lhe resumir numa única frase porque é que já não quero tentar mais, lutar mais, esgrimir mais, conceder mais, ter pachorra mais, conformar-me mais, privar-me mais, prescindir mais, compreender mais, aceitar mais. Porque não preciso. Pode ser duro, sim. Imagino que seja. Não é por acaso que, apesar de tudo e depois de tanto (demasiado!) tempo, continuo a poupar Red Bull de me ver com outra pessoa. Porque sei que será duro, sim. Muito. Talvez mesmo demasiado. Porque Red Bull fala, fala, mas a verdade é que nunca passou pela situação de me ver ao lado de alguém. Essa experiência nunca sentiu na pele e há coisas que, por mais perfeita e pessimista que a nossa imaginação se possa esforçar por ser, jamais serve para nos aproximar da mais pálida sombra da realidade.

Se Red Bull pudesse ao menos presenciar certas coisas, metade das ilusões que alimenta esvaiam-se-lhe num ápice!…

Mas isto não tem nada a ver. Estou a desviar-me de novo para o tema “Red Bull” e não é essa a disposição.

Grande Loba regressou de viagem: quando saí da praia percebi que, no total dos três celulares, tinha 35 chamadas não atendidas. Eh, os “carneiros” são assim: tinhosos (dizem!) … ou então é mesmo problema das mulheres, em geral. Ou “raça”!!… Abro o e-mail. Platónica Paciente quer por que quer que a acompanhe ao Egipto, em Agosto. Um calafrio  desce por mim. Vem-me à cabeça, aquela noite, junto à loja de conveniência aberta 24 horas, Red Bull a falar em férias, a querer (enfim!… de novo!…) ir de férias comigo, e a sugerir o Egipto e as terras de Cleópatra, a querer-me levar para descer o Nilo, a dizer que de todos os lugares do mundo onde já colocou uma bandeirinha, o Nilo foi de todos o mais belo. Red Bull a dizer que quando o desceu a primeira vez pressentiu que voltaria a descê-lo uma segunda, que quando o desceu a primeira vez, por mais belo que fosse o espectáculo e por mais feliz que fosse o momento (parece que tinha conhecido Santa Maria umas duas semanas antes), sentiu que lhe faltava algo para que a ocasião pudesse ser única: faltava-lhe alguém, aquela pessoa, «Tu», Red Bull concretiza, «Tu, que eu não conhecia, mas sabia que viria a conhecer um dia». Céus!!…. Será possível que num mundo tão espaçoso, toda a gente encana com o Egipto?! Eu, hein?!….

Gente, e sem ter nada a ver… Vocês não têm ideia do prazer que me dá, sentar aqui e escrever essas “tonterias” banais, sem a menor preocupação de forma ou conteúdo!…. Se bobear, no tumulto da convulsão escrita, atropelo até a ortografia, dou um pontapé na gramática como letras, engulo espaços, bato teclas ao acaso, mas nunca releio, nem revejo nada. Eta, prazer imenso, esse!!!… Não poderia nunca lhes contar o efeito de catarsis que tem esse blog aqui. Poder ser burra, poder ser estúpida, fútil, cretina, banal. Porque a minha escrita, aquela que realmente me pertyence, é uma impressão digital demasiado violenta, começo eu a concluir, desde que aqui cheguei. E o mais sensacional é nem descortinar uma pitada dela por aqui! Quem conhece o que escrevo, jamaias reconheceria o que fica escrito por aqui!…

Gente, está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas realmente, acabo de olhar para o relógio, no canto inferior do monitor, e levar um susto. Portanto, vou deixar vocês por um pouquinho. Já falei que afinal não vou tirar o serão para namorar, o que quer dizer que estou liberta para dar uma passadinha por aqui mais tarde. Agora vou acelerar um pouco: há que ir buscar Pequena Cria, o The L Word está quase a começar na RTP 2 e eu quero muito estar em casa para não perder o episódio!

p.s – Confesso que nunca pensei receber tantos e-mails. Confesso que nunca pensei ter sequer paciência e tempo para abri-los (e não me levem a mal, ok?! Estou apenas sendo sincera, tá?!). Mas surpreendentemente estou a gostar bastante de receber as coisas que resolvem me escrever e, dentro das minhas limitações de tempo, acreditem que é um esforço genuíno e bem intensionado, esse meu de não deixar nenhum sem resposta. Só não stressa nem desespera que eu chego lá: eu respondo a todos! Ou pelo menos tenho essa vontade bem presente, ok?!

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