Eta, pé frio!…

Junho 18, 2006

Ainda estou aqui, revendo mentalmente a quantidade de coisas chatas que começaram a acontecer em catadupa logo após chegar perto de alguém que já vinha "com o ovo virado" e, pelos vistos, sem nenhuma boa vontade para o voltar a virar. Inventariando:

– mal entra no carro, a outra lembra-se de se prespegar à conversa com a cunhada, como se estivesse à espera de me convidar para jantar, para se pendurar ao celular a resolver todos os pendentes da vidinha! Só desliga quando chegamos à porta do restaurante (e, detalhe: é preciso ver que do carro ao restaurante caminhámos dois quarteirões!…);
– deixo passar o carro de trás para não ter que esperar que eu inverta a marcha e o cara arma-se em esperto e fica com a minha vaga de estacionamento;
– está um frio de morte dentro do restaurante! O ar condicionado está tão forte que o desconforto é idêntico ao de uma câmara frigorífica;
– peço uma "Salada Amazónica" só porque é a minha grande chance de voltar a comer carambola (ok, de permeio mata-me também saudades de palmito e papaia, tudo bem!). Quando o prato é colocado à minha frente, entro em choque: … cadê a carambola?? Chamo o empregado. Ironia das ironias: «Infelizmente, Senhora, a carambola acabou». Eta!!!…
– momento de pagar a conta: descubro que meu cartão desmagnetizou misteriosamente a banda e não passa na máquina;
– sou obrigada a entrar no casino, do outro lado da rua, para levantar dinheiro. Já agora aproveitarei para comprar cigarros. Por incrível que pareça, a única máquina de multibanco com dinheiro disponível fica no fundo da sala de jogo e eu tenho que a atravessar e levar com este cheiro de vómito a cinzeiros e beatas que paira no ar, cruzar-me com esta gente decadente e chunga, e ver o seu olhar esgazeado de dementes viciados, pelo caminho. Para cúmulo na tabacaria não têm notas para me fazer o troco: «só moedas!». Maldição!
– quando julgava que já me tinha escapado à repetição incessante da cassete com que há anos levo, comento as minhas dúvidas quanto ao troco que recebi ao jantar e vou o resto do caminho a levar com a velha frase feita que, pelos vistos, se adapta a tudo e serve em toda e qualquer circunstância: «o teu problema é que tu não ouves!».

Ahhh!… Tenha santa paciência!… Vai catar coquinho, vai. Não vale de nada o esforço e a verdade é que até paciência de Jó tem limites. Quer saber, tô fora! Vou procurar minha turma. Definitivamente essa não é a minha praia, ou então esta noite não estamos para nadar nas mesmas águas! Boa noite e bons sonhos, e que o sono te cure a grosseria.

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