Futilidades femininas, pela manhã

Junho 17, 2006

Gosto destes dias que começam assim: uma chávena de café fresco e bem fumegante na mão, as edições do dia dos jornais do mundo todas disponíveis e à distância de um "clic", na internet, silêncio de domingo na rua (apesar de ser só sábado) e um sossego profundo na casa que quer quase sempre dizer que estou sozinha, isto é, quie posso fazer o que der na real gana, sem nenhum tipo de contrariedade ou constrangimento.  Já disse: hoje não estou disposta a condicionar os movimentos por nada, nem ninguém. Não me ficou a boca doce dos últimos dias, quer-me a mim parecer. Café da manhã junto ao mar. Chá quente de Ceilão com vista para o céu de chumbo e o areal limpo. A seguir cabeleireiro: um par de horas de resignação em nome do eterno feminino. Acaba por ser divertido, quando menos se espera, não sei se por uma real necessidade, se por um anseio colectivo, acabamos por nos encontrar todas. Ou quase. A verdade é que somos muitas e gostamos realmente umas das outras. É por isso que gosto deste grupo de meninas: não há cá condescendências, nem a famosa hipocrisía do tolerável. Sermos quase todas assim, meio "não te rales" ajuda a levar o suplício com boa disposição. Quando saio sou forçada a reconhecer que valeu a pena aceitar ser mais uma a fazer juz à teoria amplamente difundida por qualquer revista feminina que se preze: uma ida ao cabeleireiro pode fazer milagres pela nossa auto-estima!

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